próstata

A Próstata nada mais é do que uma glândula do sistema reprodutor, responsável por produzir parte do líquido que forma o sêmen - líquido que transporta os espermatozoides. Ela está localizada na pelve, abaixo da bexiga e à frente do reto. Por dentro da próstata passa a uretra, conduto por onde flui a urina que sai da bexiga (esta parte da uretra damos o nome de uretra prostática). No ápice da próstata há um “anel” muscular que é responsável pelo controle da urina (continência). O esfíncter envolve a uretra, e deve ser preservado nas cirurgias para o tratamento do câncer de próstata.

O CÂNCER DE PRÓSTATA

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres. Estimam-se 65.840 casos novos de câncer de próstata para cada ano do triênio 2020-2022. Esse valor corresponde a um risco estimado de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens, de acordo com o INCA.

DIAGNÓSTICO

Geralmente, o câncer da próstata não apresenta sintomas até que atinja um estágio mais avançado. Por isso, é importante visitar seu médico para exames preventivos, afinal, essa ainda é a maneira mais eficaz de detectá-lo em uma situação na qual a cura é possível. Vale lembrar que a rotina inicial consiste na realização do exame de toque retal e exame de sangue. Essa rotina se inicia aos 50 anos de idade, faixa etária em que a doença pode começar a se manifestar.

PSA

PSA é uma sigla para o antígeno prostático específico, que é uma molécula produzida e secretada pela próstata para liquefazer o sêmen. Nos casos de câncer de próstata, os níveis detectados no sangue de PSA se elevam.

EXAME RETAL

A próstata está localizada em uma região de fácil acesso pelo toque retal. Desse modo, o médico pode examiná-la em busca de assimetrias ou áreas endurecidas sugestivas de tumor.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA MULTIPARAMÉTRICA DA PRÓSTATA

Atualmente, é um método diagnóstico extremamente difundido e que ajuda muito no diagnóstico e na avaliação da extensão do câncer de próstata. Deve, preferencialmente, ser realizado antes da biópsia por algumas razões:

HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA (HPB)

Geralmente a próstata apresenta um crescimento benigno durante toda a vida do homem e, após os 50 anos, esse crescimento torna-se mais frequente. Quando esse crescimento comprime o canal da urina (uretra), é possível observar os seguintes sintomas:

OUTROS MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO

Com a evolução da imagem, biologia molecular e genética, surgiram novas ferramentas com a finalidade de diagnosticar e ajudar a definir a necessidade e o tipo de tratamento para cada paciente.

BIÓPSIA DE PRÓSTATA

A biópsia é a melhor maneira de se obter um diagnóstico definitivo da doença. Esse método consiste em colher fragmentos por amostragem (aleatoriamente ou guiado pela imagem da ressonância) da próstata para ser avaliado por um patologista no microscópio.

PET PSMA E RESSONÂNCIA DE CORPO INTEIRO

Nos casos de doenças mais agressivas, consideradas de alto risco, e até mesmo algumas de risco intermediário, o médico pode julgar necessário o uso de exames para detectar se a doença está limitada à próstata ou se já acomete outros órgãos. Nesse caso, alguns exames indicados são o PET de PSMA e a ressonância do corpo inteiro. Entretanto, esses exames, devem ser muito bem indicados e interpretados para que a decisão terapêutica seja acertada.

ULTRASSONOGRAFIA

A Ultrassonografia é o exame de imagem mais utilizado para a avaliação da hiperplasia prostática benigna (HPB). A partir desse exame, o médico pode extrair informações como o tamanho e a forma da próstata, a espessura da parede da bexiga (para saber se ela está muito musculosa, o que seria um sinal indireto de esforço mantido para urinar), o resíduo de urina que fica na bexiga após o paciente urinar e, até mesmo, se há alguma lesão sugestiva de câncer, divertículos ou cálculos na bexiga. Essas informações são de suma importância para que o urologista possa decidir qual o tratamento mais adequado ao seu caso.

ENTENDENDO A BIÓPSIA

Quando o paciente recebe um laudo de biópsia de próstata, frequentemente surgem duas dúvidas:

1 | Estou com câncer?

2 | O que é o Gleason ou o ISUP?

O tipo mais comum de câncer de próstata é o adenocarcinoma. Portanto, quando a biópsia o menciona, significa que há o tipo histológico mais comum de câncer de próstata. Ela apresenta, ainda, a extensão dessa doença no fragmento e na totalidade da amostra, o que dá ao médico uma ideia do tamanho do tumor.

Ao examinar a biópsia, o patologista verifica o quanto o tumor se assemelha com uma célula normal da próstata e atribui uma nota.

- Mais baixa, para as células muito semelhantes a uma próstata normal.
- Mais alta, para as mais indiferenciadas, ou seja, diferentes do tecido normal e, portanto, mais agressivas.

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HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA (HPB)

- dificuldade para urinar;
- necessidade de urinar frequentemente;
- gotejamento ao final da micção;
- despertar no meio da noite, muitas vezes, para ir ao banheiro.

Esses e outros sintomas, além de prejudicar a qualidade de vida de muitos homens, são um alerta para o potencial de prejudicar o funcionamento da bexiga e dos rins. Caso não seja diagnosticada e tratada no tempo correto, a HPB pode gerar complicações na bexiga, como:

- infecção urinária;
- retenção urinária;
- cálculo na bexiga;
- sangramento.

Existem muitos tratamentos para a HPB e, inicialmente, recomenda-se o uso de medicamentos.
Entretanto, caso haja necessidade, pode-se instituir tratamentos cirúrgicos. As principais cirurgias são transuretrais, ou seja, por dentro da uretra, como uma endoscopia, para a desobstrução do canal. Nessa técnica, pode-se utilizar o laser ou outras formas de energia para remover o tecido prostático. Quando a próstata é muito volumosa, é indicada a remoção da sua parte interna (o dito adenoma, que comprime a uretra) por via aberta, laparoscópica ou robótica, sendo essa última nossa opção de preferência, por ser uma técnica menos invasiva e com melhor recuperação para o paciente.

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O CÂNCER DE PRÓSTATA

Ocorre mais frequentemente após os 65 anos e, na maior parte dos casos, não tem comportamento muito agressivo. Entretanto, alguns tumores devem ser prontamente tratados pelo risco mais elevado que apresentam. O grande dilema hoje é saber quem deve ser tratado de modo mais contundente (doenças com maior potencial de agressividade) e quem pode ser um bom candidato à vigilância (doenças de baixo risco).

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DIAGNÓSTICO

Fique atento aos fatores de risco, pois alguns deles exigem que o paciente inicie seu preventivo precocemente, aos 45 anos. Veja:

- Ser de etnia afro-americana.
- Pai ou irmão com histórico prévio de câncer de próstata.
- Fatores genéticos, como a síndrome de Lynch e mutações no BRCA1 e BRCA2.

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PSA

Porém, vale ressaltar que não é só o câncer de próstata que faz com que o PSA aumente, mas também outras condições clínicas, como infecção, trauma local, biópsia, colonoscopia, aumento benigno da próstata, relação sexual, dentre outros.

Por isso, a avaliação deve ser feita dentro de um contexto de múltiplos fatores, e outras variações do PSA, como a sua fração livre e o PSA densidade, ajudam na tomada de decisão.

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EXAME RETAL

Esse não é o exame de maior precisão para detectar o câncer de próstata, entretanto, ele é realizado porque muitos pacientes apresentam câncer de próstata com PSA ainda muito baixo.

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA MULTIPARAMÉTRICA DA PRÓSTATA

- Os traumas causados pela biópsia podem alterar a interpretação do exame.
- A ressonância pode demonstrar as áreas mais importantes a serem amostradas no exame de biópsia, a fim de evitar uma biópsia inconclusiva.
- Esse exame pode, ainda, determinar que tipo de biópsia realizar.

A ressonância também tem o papel de tentar predizer a agressividade do tumor e sua relevância clínica, ou seja, se é um tumor potencialmente grave ou não. Além disso, ajuda muito o cirurgião a ter um planejamento estratégico da cirurgia de extração da próstata.

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OUTROS MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO

Fica a critério do médico definir a necessidade ou não desses métodos para maior detalhamento e avaliação da extensão da doença. Comumente, os exames de diagnóstico requisitados pelos médicos são a ressonância magnética, a cintilografia e o PET de PSMA.

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BIÓPSIA DE PRÓSTATA

Geralmente é feito por meio de uma sonda de ultrassonografia apropriada, que é introduzida pelo ânus após uma sedação. Por essa sonda passa uma agulha que é capaz de colher múltiplas amostras do tecido prostático para a análise.

Com a evolução tecnológica, hoje as biópsias são guiadas por ressonância magnética, com melhor definição da área acometida por tumor, aumentando, assim, a chance de detecção da doença que necessita ser tratada, além de diminuir a chance da área doente não ser amostrada.